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Dor CRÔNICA pode ser uma DOENÇA

  • dra.gisellecaballero
  • 16 de nov. de 2020
  • 1 min de leitura

Atualizado: 24 de nov. de 2020



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A dor que sentimos quando por exemplo encostamos a mão numa panela fervendo é uma dor AGUDA “saudável” que faz com que retiremos rápidamente a mão para ter o menor dano tecidual.


Se for o caso de apresentar esse dano tecidual... então teremos uma resposta inflamatória local que aumentará a sensibilidade dos neurônios relacionados à transmissão da dor. Resultado disso, a nossa mão ficará sensível ao tato e mais sensível à dor (alodinia e hiperalgesia).

Desse modo protegemos e imobilizamos o membro para auxiliar na recuperação rápida.


Porém, quando a dor não tem uma vantagem biológica é denominada de dor “prejudicial”, que acontece porque o sistema nervoso não funciona bem e não consegue modular a dor adequadamente, o que leva a perpetuar a sensação dolorosa.

Essa dor descrita é uma dor CRÔNICA que não pode ser considerada um sintoma e sim uma DOENÇA.


A dor crônica responde aos tratamentos de maneira diferente que a dor aguda e está associada a mudanças comportamentais, emocionais e sociais.


Pacientes e às vezes clínicos, acham difícil diferenciar a dor como uma doença da dor como um sintoma e essa incapacidade de perceber a dor como uma doença pode resultar em intervenções repetidas e mal sucedidas, levando ao paciente de dor crônica a uma PEREGRINAÇÃO de profissional em profissional procurando a melhora dessa sua dor pouco entendida.


Fonte: Sharav & Benoliel, 2017

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